Temer flerta com a radicalização

A 72 horas da greve geral convocada  contra as reformas previdenciária e trabalhista, o governo Temer tentará aprovar hoje na Câmara a  maior revisão reacionária da CLT e dos direitos trabalhistas jamais ousada, seja pela ditadura, pelo collorato ou pelo tucanato.

O discurso governista que sustenta a reforma é o da “modernização”, eufemismo para o que é inequívoco: trata-se de garantir ao empresariado que apoiou o golpe o aumento da remuneração do capital. Garantir mais lucros através da supressão de direitos e obrigações sociais para com os trabalhadores. Aprovando a reforma trabalhista hoje, o governo agredirá perigosamente o movimento sindical nas vésperas da greve geral, flertando com a radicalização  da cena social.

Ouça o editorial com base em artigo de Tereza Cruvinel no Brasil 247:

 

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